DAN Medical Frequently Asked Questions

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OURIÇOS-DO-MAR

Os ouriços-do-mar são criaturas tipicamente pequenas, arredondadas e espinhosas encontradas em ambientes em costões rochosos marinhos rasos. O principal perigo associado aos ouriços-do-mar é o contato com seus espinhos.
Os ouriços-do-mar são equinodermos, um filo de animais marinhos compartilhado com estrelas-do-mar, bolachas-do-mar e pepinos-do-mar. Equinodermos são reconhecidos por sua simetria pentaradial (eles têm cinco raios de simetria), que é facilmente observada em uma estrela do mar. Essa simetria corresponde a um sistema hidrovascular usado para a locomoção, transporte de nutrientes e resíduos, e respiração. Os ouriços-do-mar possuem pés tubulares chamados de pedicelárias, que permitem o movimento. Em um gênero de ouriço-do-mar – o ouriço-flor -algumas das pedicelárias evoluíram em garras tóxicas. Nesta espécie, os espinhos são curtos e inofensivos, mas essas garras tóxicas podem causar um envenenamento.

Os ouriços-do-mar se alimentam de matéria orgânica no fundo do mar. A sua boca está localizada na base de seu corpo e seu ânus está no topo. A cor dos ouriços-do-mar varia dependendo da espécie - tons de preto, vermelho, marrom, verde, amarelo e rosa são comuns. Existem espécies de ouriços do mar em todos os oceanos, de águas tropicais a polares. A maioria dos acidentes entre ouriços-do-mar e o homem ocorrem em águas tropicais e subtropicais. Os ouriços-do-mar são recobertos por espinhos, que podem facilmente atravessar botas e roupas de mergulho, perfurar a pele e se quebrar. Esses espinhos são feitos de carbonato de cálcio, a mesma substância das cascas de ovo. Os espinhos de ouriço-do-mar são geralmente ocos e podem ser frágeis, particularmente ao se extrair os espinhos quebrados da pele.
Lesões acontecem geralmente quando as pessoas pisam neles enquanto caminham por fundos rochosos rasos ou poças de maré. Mergulhadores são muitas vezes feridos ao nadarem na superfície em águas rasas, assim como ao entrar ou sair da água em mergulhos a partir da costa.
Embora poucos dados epidemiológicos estejam disponíveis, perfurações causadas por ouriços-do-mar são comuns entre os mergulhadores, particularmente em águas rasas, perto de costões rochosos ou na proximidade de naufrágios e outras superfícies duras. A equipe de Informação Médica da DAN recebe pelo menos uma chamada por semana sobre lesões causadas por ouriços-do-mar, geralmente de mergulhadores autônomos e livres que nadam em águas muito rasas perto de costões rochosos.As lesões são geralmente perfurações, muitas vezes múltiplas e localizadas. Abrasões na pele e lacerações também ocorrem. As feridas são geralmente dolorosas e associadas à vermelhidão e inchaço. A dor varia de leve a grave, dependendo de vários fatores, incluindo a espécie, a área do corpo afetada, as camadas articulares ou musculares comprometidas, o número de perfurações, a profundidade das perfurações, e o limiar de dor do indivíduo. Múltiplas perfurações podem causar fraqueza muscular ou paralisia, especialmente com as espécies de espinhos longos do gênero Diadema. Em raras ocasiões, podem ocorrer complicações que oferecem risco de vida imediato.# Esteja atento ao entrar ou sair da água em mergulhos a partir da costa, especialmente quando o fundo é rochoso.

  1. Se estiver nadando, praticando mergulho livre ou mergulho autônomo em águas rasas, perto de costas rochosas ou na proximidade de naufrágios e outras superfícies duras, mantenha uma distância prudente e um bom controle de flutuabilidade.

  2. Evite manusear esses animais.Não existe um tratamento universalmente aceito para perfurações de ouriço-do-mar. Tanto os primeiros socorros quanto o tratamento definitivo são sintomáticos.

  3. Aplique calor. Imerja a área afetada em água quente (limite máximo de 45 °C) durante 30 a 90 minutos. Se você estiver ajudando uma vítima, teste a água em si mesmo primeiro para avaliar os níveis de calor toleráveis. Não confie na avaliação da vítima, já que a dor pode comprometer a sua capacidade de avaliar os níveis de calor toleráveis. Se você não tiver como medir a temperatura da água, uma boa regra é usar a água mais quente você pode tolerar sem se queimar. Note que diferentes áreas do corpo têm diferentes tolerâncias ao calor, por isso teste a água na mesma área em que o mergulhador foi ferido. Repita se necessário.

    NOTA: Muito poucas espécies de ouriços-do-mar contêm veneno. Se for o caso, a imersão em água quente também pode ajudar a desnaturar as toxinas superficiais.

  4. Remova todos os espinhos superficiais. Pinças podem ser utilizadas para este fim; no entanto, os espinhos dos ouriços-do-mar são ocos e podem ser muito frágeis quando agarrados pelos lados. Utilizar seus dedos é uma alternativa mais suave à utilização de pinças rígidas.

    NOTA: Não tente remover espinhos inseridos profundamente na pele; deixe que esses sejam manuseados por médicos ou enfermeiros. Espinhos inseridos profundamente podem se quebrar em pedaços menores, o que complica o processo de remoção.

  5. Lave a área completamente, mas evite friccionar e esfregar vigorosamente caso você suspeite que ainda possa haver espinhos inseridos na pele.

  6. Aplique soluções antissépticas ou pomadas antibióticas que não precisam de prescrição médica, se disponível.

  7. Não cubra a ferida com fita ou cola; isso pode aumentar o risco de infecção.

    NOTA: perfurações profundas são o ambiente perfeito para o desenvolvimento de infecções, especialmente tétano.

  8. Independentemente de quaisquer primeiros socorros prestados, sempre procure uma avaliação médica profissional.Ao contrário da crença popular, muito poucas espécies de ouriços-do-mar são realmente tóxicas. Dor e inchaço são muitas vezes o resultado da reação do corpo a uma miríade de diferentes antígenos presentes na superfície dos espinhos.

Os espinhos são geralmente cobertos por pigmentos fortes, de modo que perfurações individuais muitas vezes são claramente visíveis e podem causar a impressão de que cada perfuração contém um fragmento de um espinho. Embora isto seja possível, pode não ser necessariamente o caso. É mais fácil avaliar cada perfuração individual uma vez que o processo inflamatório agudo tenha começado a diminuir.

A decisão sobre a necessidade de remover ou não os espinhos se baseia no envolvimento da articulação ou da camada muscular, e se há dor com o movimento ou sinais de infecção. Os espinhos geralmente se encapsulam em um curto espaço de tempo, mas nem sempre se dissolvem. Um granuloma reativo é uma reação comum aos corpos estranhos remanescentes. Uma localização radiológica, por fluoroscopia ou ultra-sonografia pode ser útil para evitar a extração cirúrgica às cegas, o que pode quebrar mais o espinho.

O uso de anti-inflamatórios e fisioterapia são frequentemente muito importantes para a gestão dessas lesões, especialmente daquelas que envolvem pequenas articulações, já que um processo inflamatório prolongado pode resultar em fibrose, o que pode limitar a amplitude de movimento. Se houver sinais de infecção, o médico pode prescrever antibióticos e uma dose de reforço contra o tétano.O ouriço-flor (Toxopneustes spp.) é o mais tóxico de todos os ouriços-do-mar. Seus espinhos curtos são inofensivos, mas suas pedicelárias, que se parecem com pequenas flores, são minúsculas garras (Toxopnueustes, significa pé tóxico). Estas garras contêm uma toxina que pode causar dor semelhante à de uma queimadura de água-viva, leve tontura, dificuldade de respiração, fala arrastada, fraqueza generalizada, e dormência dos lábios, língua e pálpebras.



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