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OS EFEITOS DO ENVELHECIMENTO SOBRE O SEU SISTEMA CARDIOVASCULAR

A capacidade de um indivíduo manter uma alta intensidade de exercício por um período de tempo prolongado diminui com a idade, mesmo com um envelhecimento saudável. Esse declínio pode ser retardado através da prática regular de exercícios, mas não pode ser totalmente evitado. A redução é causada por um enfraquecimento das funções de todos os sistemas do organismo, embora o foco aqui seja no coração.

O coração tem um sistema de controle de ritmo que ajusta os batimentos cardíacos e regula os sinais elétricos que estimulam a ação de bombeamento do coração. Ao longo do tempo, este marca-passo natural perde parte de suas células, e algumas de suas vias elétricas podem ficar danificadas. Estas alterações podem resultar em uma frequência cardíaca de repouso ligeiramente menor e uma maior susceptibilidade a ritmos anormais (a mais comum das quais é conhecida como "fibrilação atrial").

Com o aumento da idade, todas as estruturas do coração também se tornam mais rígidas. Os músculos do ventrículo esquerdo ficam mais espessos, o coração pode aumentar ligeiramente de tamanho e o volume do ventrículo esquerdo pode diminuir. Como resultado, o coração pode tanto encher quanto esvaziar de forma mais lenta, colocando assim menos sangue em circulação. O aumento de sua frequência cardíaca e de seu débito cardíaco em resposta a atividade física também diminui, e a sua frequência cardíaca máxima diminui. A queda da frequência cardíaca máxima parece ser maior do que a média em indivíduos sedentários e nos que apresentam doença cardiovascular evidente.


* A fórmula tradicional para se calcular a frequência cardíaca máxima, proposta na década de 1970, era 220 menos a idade do indivíduo.
+ Tanaka e co-autores propuseram uma fórmula atualizada em 2001 para indivíduos saudáveis não-fumantes que é 208 menos 7/10 de idade do indivíduo.
Fonte: Modificado de "Age-predicted maximal heart rate revisited" de H. Tanaka H et al. Journal of the American College of Cardiology; 2001; Vol. 37; páginas 153-156.


O sistema nervoso autônomo muda com a idade, também. Normalmente, seu componente parassimpático define a frequência cardíaca em repouso, enquanto seu componente simpático governa o coração em antecipação a e em resposta à atividade física – estimulando um aumento oportuno e adequado do fluxo sanguíneo para sustentar a atividade. Ajustes contínuos entre os sistemas simpático e parassimpático resultam em variações mínimas no ritmo cardíaco (um fator conhecido como "variabilidade da frequência cardíaca") que são evidentes de batimento a batimento – o tipo de regulação sensível que é a marca registrada de um sistema de controle saudável. Com o aumento da idade, no entanto, a contribuição do sistema parassimpático diminui; a atividade do sistema simpático aumenta, mesmo em repouso; a variabilidade da frequência cardíaca desaparece; e ritmo cardíaco torna-se mais propenso a distúrbios. Essa diminuição na variabilidade da frequência cardíaca e esse aumento da frequência cardíaca de repouso relacionados à idade (devido ao declínio da atividade parassimpática) são responsáveis por um risco 2,6 vezes maior de morte súbita cardíaca.


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