DAN Medical Frequently Asked Questions

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FORAME OVAL PATENTE

O forame oval patente (FOP) é um buraco bastante comum, congênito, geralmente benigno entre os átrios esquerdo e direito do coração (veja a ilustração).

Enquanto o feto está se desenvolvendo no útero, a parede que separa os átrios esquerdo e átrio direito do coração se desenvolve a partir do septo primum, que cresce para cima, e do septo secundum, que cresce para baixo. Os septos se sobrepõem, criando uma espécie de alçapão (conhecido como o "forame oval"), que permite que o sangue oxigenado vindo da placenta da mãe, que entrou no átrio direito do feto, passe para o seu átrio esquerdo. No nascimento, os pulmões do bebê se expandem, e a pressão resultante no átrio esquerdo fecha o forame oval. Normalmente, logo após o nascimento, essa abertura se une - mas em cerca de 27 por cento dos bebês, ela não se une completamente e resulta em um FOP.

O FOP muitas vezes não causa sintomas, e a maioria das pessoas que têm um nunca estão cientes do fato. O FOP é diagnosticado através da injeção de uma pequena quantidade de ar numa veia e da observação de sua passagem através do coração utilizando ecocardiografia. Existem dois métodos de ecocardiografia. A ecocardiografia transtorácica (ETT) é fácil e não invasiva - ela simplesmente envolve a colocação de uma sonda de ultra-sons na parede externa do peito, mas ela detecta um FOP em apenas 10 a 18 por cento da população - cerca de metade das pessoas que provavelmente têm um. A ecocardiografia transesofágica (ETE) - que envolve anestesia local e sedação intravenosa, para que a sonda possa ser passada pelo esôfago - detecta um FOP em 18 a 33 por cento da população. No entanto, apesar da ETE ser mais sensível do que a ETT, ainda existem muitos resultados falso-negativos com ambas as técnicas; uma ETT bem conduzida pode na verdade ser mais confiável do que uma ETE.

Um dos tratamentos mais comuns para o FOP é um procedimento chamado de fechamento transcateter; ele envolve a passagem de um cateter através da virilha e da veia femoral até o coração, onde um dispositivo chamado oclusor é implantado através do FOP. Os oclusores existem em vários tamanhos e formas, mas a maioria atua como um guarda-chuva duplo que se abre em cada um dos lados da parede atrial e veda o furo. Com o tempo, o tecido cresce sobre a prótese e cobre completamente a sua superfície. O implante é realizado sob anestesia local e sedação intravenosa, e paciente permanece consciente. Leva menos do que uma hora e pode ser realizado em um regime de ambulatório ou de uma noite de internação. A maioria dos pacientes pode retornar às suas atividades normais em dois dias, mas eles devem tomar anticoagulantes e / ou drogas antiplaquetárias por três a seis meses. Outras restrições pós-operatórias incluem não realizar nenhum cuidado dental eletivo (como limpezas) por três meses, não praticar esportes de contato por três meses e nenhum trabalho pesado por uma semana. Um mergulhador que se submete a um fechamento transcateter de FOP deve abster-se de mergulhar por três a seis meses.

Não existem dados disponíveis sobre os resultados do fechamento do FOP em mergulhadores. Mas os seguintes resultados foram registrados em pacientes submetidos a fechamento do FOP para a prevenção de acidente vascular cerebral (note, no entanto, que esses pacientes apresentam condições médicas subjacentes que podem contribuir para um risco de resultados adversos maior do que o risco médio):


  • Eficácia: o fechamento completo da abertura foi atingido em 95 por cento dos casos e o fechamento incompleto em 4 a 5 por cento dos casos; nenhuma melhoria foi observada em apenas um por cento dos casos.

  • Complicações: A mortalidade geral foi inferior a 1/10 de 1 por cento (0,093 por cento). A necessidade de uma segunda operação devido a um evento adverso associado ao dispositivo foi inferior a 1 por cento (0,83 por cento).

  • Complicações graves: A incidência de morte, acidente vascular cerebral, infecção, sangramento ou lesão dos vasos sanguíneos foi de 0,2 por cento; de movimento do dispositivo ou desalojamento, 0,25 por cento; de formação de coágulo no dispositivo, 0,3 por cento; de complicações importantes no período perioperatório, 1,2 por cento; e de complicações intercalares menores, de 2,4 por cento.Os mergulhadores que sofrem doença descompressiva (DCS) têm uma prevalência de FOP duas vezes maior do que a da população em geral. E em mergulhadores que apresentam sintomas neurológicos de DD, a prevalência do FOP é quatro vezes maior. O risco de DD parece aumentar com o tamanho do FOP. Com base nesses fatos, presume-se que os mergulhadores com um FOP apresentam um risco maior de DD do que aqueles sem um FOP; no entanto, o único estudo prospectivo concebido para medir diretamente o risco relativo de DD em mergulhadores com um FOP ainda está em curso.


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