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Válvula parcialmente fechada causa dificuldades respiratórias

Um mergulhador com o cilindro parcialmente fechado tem dificuldades para respirar em profundidade e precisa compartilhar o ar com o seu companheiro durante a subida usando um regulador secundário.Um grupo de mergulhadores em uma saída de barco a uma profundidade de 21,3 m (70 pés). A temperatura da água era de 8°C (46°F), com visibilidade de 12 m (40 pés). Aos 10 minutos de mergulho, aproximadamente, um mergulhador do grupo, que tinha se afastado cerca de 3 m (10 pés) do seu dupla, fez sinal de que estava com um problema. Com base nos seus sinais, não era claro se ele estava sem ar ou com pouco ar. Dois mergulhadores nadaram em sua direção para auxiliá-lo.

O mergulhador indicou um problema com a válvula do seu cilindro. O manômetro mostrava que ele não estava com pouco ar. A válvula do cilindro foi checada e parecia completamente aberta. Mesmo assim, porém, o mergulhador não conseguia respirar. Seu companheiro uniu-se ao pequeno grupo e passou a compartilhar o ar com ele, usando o seu segundo estágio alternativo. Os outros mergulhadores permaneceram nas proximidades por alguns minutos para se certificarem de que a dupla estava calma e poderia subir de uma maneira controlada. Os demais mergulhadores puderam terminar o mergulho.

De volta a bordo, o mergulhador que tinha tido o problema admitiu que teve dificuldades para abrir totalmente a válvula do cilindro quando estava se equipando. Ele montou todo o equipamento de mergulho autônomo sem saber se a válvula do seu cilindro estava completamente aberta. Ele também preferiu não dizer nada ao seu parceiro. É muito provável que a válvula parcialmente aberta não tenha permitido o fluxo adequado de ar pelo primeiro estágio à medida que a pressão do ambiente veio a aumentar.
Esta situação apresenta vários problemas. É responsabilidade de cada mergulhador assegurar-se de que o seu equipamento está funcionando adequadamente antes de cada mergulho. O mergulhador sabia que a válvula do seu cilindro apresentava problemas e escolheu mergulhar a despeito do problema. Essa escolha poderia ter tido um resultado catastrófico. Tentar mergulhar com o equipamento em situação suspeita nunca é prudente. Outra escolha imprudente foi não informar o seu companheiro de mergulho sobre o problema. Mergulhar com o equipamento em condições não eficientes afeta quem mergulha com você, que pode acabar tendo de responder a uma emergência.

Nossas escolhas claramente não nos afetam apenas individualmente. Se esse mergulhador tivesse discutido a situação com o seu companheiro, eles poderiam ter decidido juntos por abortar o mergulho. No mínimo, o seu parceiro poderia ter permanecido mais próximo a ele para prevenir uma complicação potencial. Mesmo estar simplesmente dentro do campo visual próximo do seu dupla ainda pode significar uma distância grande demais entre vocês dois no caso de uma emergência. Outros mergulhadores que não o seu parceiro foram os primeiros a alcançá-lo.

É claro que isso pode significar que os mergulhadores que reagiram primeiro eram simplesmente nadadores mais velozes, porém é imperativo estar ao alcance imediato do seu dupla. Tenha em mente que a separação do dupla foi relatada em aproximadamente 40% das fatalidades em mergulhos. Seja cuidadoso na inspeção e na manutenção do seu equipamento. Se qualquer equipamento não estiver funcionando a 100%, é melhor para você não mergulhar. Pelo menos, envolva o seu companheiro no processo de decisão. É muito tentador desejar aumentar a distância entre você e o seu dupla em mergulhos que oferecem uma visibilidade favorável, mas pense em quão rapidamente uma situação pode se deteriorar de um simples problema para uma emergência. Manter a proximidade física pode propiciar o melhor tempo de reação e potencialmente impedir que um problema simples se transforme em uma situação grave.

— Marty McCafferty, EMT-P, DMT, EMD-A


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