DAN Medical Frequently Asked Questions

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Doença descompressiva cutânea com sintomas neurológicos temporários depois de uma ducha quente

Após uma ducha quente, uma mergulhadora apresenta erupções cutâneas com manchas e vergões, visão turva e tontura.Sou uma mergulhadora avançada com um histórico de mais de 200 mergulhos. Durante as minhas férias no México, realizei um total de nove mergulhos em quatro dias. Todos os mergulhos foram com ar, com paradas de segurança apropriadas e um mínimo de uma hora de intervalo de superfície entre mergulhos múltiplos no mesmo dia. Planejei os mergulhos utilizando o meu computador de mergulho.

Fiz dois mergulhos no primeiro dia. O primeiro chegou a uma profundidade máxima de 18 m (61 pés) e durou 45 minutos, com uma parada de segurança de cinco minutos. Não tenho a profundidade registrada do meu segundo mergulho; no entanto, o meu tempo de fundo foi de 40 minutos, com uma parada de segurança de cinco minutos. No segundo dia, realizei dois mergulhos. O primeiro chegou à profundidade máxima de 21 m (70 pés) e durou 45 minutos, com uma parada de segurança de 5 minutos. Uma hora depois, mergulhei à profundidade de 15 m (51 pés) por 50 minutos, com uma parada de segurança de três minutos. Meu primeiro mergulho do terceiro dia foi à profundidade máxima de 20 m (67 pés) por 45 minutos, com uma parada de segurança de cinco minutos. Depois do segundo mergulho do dia, a uma profundidade máxima de 15 m (51 pés) por 50 minutos e com uma parada de segurança de três minutos, comecei a sentir um prurido, que não levei em consideração porque pareceu se resolver depois que tomei um banho.

Realizei três mergulhos no quarto dia. O primeiro mergulho do dia foi a 24 m (82 pés) por 40 minutos, com uma parada de segurança de cinco minutos. Depois de um intervalo de superfície de 65 minutos, fiz um mergulho raso de 10 m (35 pés) por 55 minutos, com uma parada de segurança de três minutos. Depois de voltar ao hotel para almoçar, fiz um mergulho de praia a 5 m (17 pés) por 54 minutos, sem nenhuma parada de segurança.

Aproximadamente três horas depois de emergir do meu último mergulho do quarto dia, retornei para onde estava hospedada e tomei uma ducha, durante a qual a minha pele começou a coçar intensamente. O prurido continuou a piorar e comecei a sentir dor na região lombar na proximidade dos quadris e no meu seio direito. Senti a visão turva e um pouco de tontura, que diminuiu depois que jantei. Notei que a minha pele também apresentava erupções com manchas e vergões.
Telefonei para o número de emergência da DAN e me indicaram um médico próximo ao lugar onde eu estava hospedada. O médico avaliou os meus sintomas e me diagnosticou uma doença descompressiva cutânea, ou seja, DD da pele. O médico me forneceu muitas informações e explicou que o nitrogênio tinha mais propensão a se concentrar nas partes do corpo que apresentam mais gordura, o que explicava por que eu estava sentindo dor nos meus quadris e no seio direito. Ele me disse para retornar para uma avaliação de acompanhamento no dia seguinte.

A dor e as manchas desapareceram no dia seguinte ao meu diagnóstico. O médico me deu ordens estritas de não mergulhar mais durante aquela viagem. Voltei para a minha casa das férias e senti um pouco de dor, que atribuí à aclimatação devido à mudança de altitude. A DAN fez todo o possível para que eu obtivesse a ajuda de que precisava e estou feliz por ter o seguro contra acidentes de mergulho da DAN. Não posso imaginar como teria sido a minha experiência sem ele.
A apresentação e evolução dos sinais e sintomas descritos não são incomuns. O que esta mergulhadora provou é quase idêntico ao que outros mergulhadores já relataram. É importante lembrar que, em aproximadamente 20 por cento dos casos manifestações cutâneas, essas são acompanhadas por sintomas neurológicos – por exemplo, visão turva, tontura e confusão. Porém, com ou sem sintomas neurológicos óbvios, uma avaliação por um médico com conhecimentos relacionados ao mergulho é sempre recomendável, porque alguns dos sintomas neurológicos podem ser muito sutis. Historicamente, o primeiro tratamento é o oxigênio na superfície. Em casos com sintomas neurológicos, o médico que faz a avaliação pode optar pelo tratamento do mergulhador na câmera hiperbárica, o que é uma opção apropriada.

Alguns mergulhadores têm a DD da pele apenas uma vez em sua história de mergulho, enquanto outros podem provar os sintomas em várias ocasiões aleatórias. A razão para a ocorrência e o mecanismo exato que produz os sintomas não são compreendidos com clareza; porém, como explicado por essa mergulhadora, as áreas geralmente afetadas são aquelas que tendem a concentrar mais tecido adiposo (gordura). Inicialmente, há um prurido, seguido por uma aparência manchada ou machucada da pele, como se vê na fotografia. Com grande frequência, o prurido e as manchas se devem a outras causas.

Reações cutâneas típicas e/ou erupções têm aparências diferentes. Ser capaz de reconhecer a diferença é fundamental. Como a mergulhadora descreveu, há também dor aguda ou leve nos tecidos mais profundos, ao invés de uma dor apenas superficial. Mergulhadores descreverão a dor como parecida com a que se sente quando os músculos passaram por grandes esforços, chegando ao ponto de fadiga. Essa dor profunda é outro meio de ajudar a diferenciar uma erupção comum de uma doença descompressiva cutânea.

Se você suspeitar uma DD da pele, interrompa os mergulhos e, se possível, procure um médico para uma avaliação. O primeiro socorro apropriado é respirar oxigênio na superfície, mas não adie um exame neurológico. Não mergulhar mais pelo resto da viagem é a melhor recomendação. Se você decidir que continuar a mergulhar é um risco aceitável, você precisa esperar até que as manchas e a dor tenham passado completamente. Mergulhar antes da solução completa provavelmente causará o retorno e uma piora potencial dos sintomas. Se você é um dos raros indivíduos que apresentam uma DD cutânea em muitas ocasiões, uma avaliação adicional para problemas subjacentes potenciais é recomendada. A DAN pode trabalhar em parceria com o seu médico para discutir o processo de avaliação.

— Marty McCafferty, EMT-P, DMT


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